Boa noite Galera!!
Hoje a Crooked foi passear em terras cariocas para mostrar a vocês uma empresa nova, cheia de talentos e vontades.
Criada no dia 12 de outubro de 2014, por uma publicitária e uma estudante de produção de eventos, a HDM Produções é uma produtora cultural que tem como objetivo trazer eventos diversificados e de qualidade para o público brasileiro.
Formada por uma equipe jovem, capacitada e apaixonada por seu trabalho, a empresa se volta principalmente para os fãs da música asiática. Com foco em produção de festas, shows, festivais e convenções.
Seu primeiro desafio foi em Sampa com a festa Feelz, onde nós da Crooked marcamos presença e podemos afirmar que os Dj's foram maravilhosos e as anfitriãs super carismáticas. Se você não foi nessa, torça para que tenha outra por aqui em breve.
(Festa Feelz em São Paulo)
A equipe da HDM Produções nos concedeu a honra de uma entrevista , então vamos conhecer a fundo sobre esta empresa e matar todas as nossas curiosidades.
ENTREVISTA
1- Como surgiu a HDM Produções?BEL: A HDM surgiu durante uma conversa entre a Maria Carolina e eu sobre o mercado da cultura asiática no Brasil. Muitas empresas surgiram e fizeram shows e eventos bem legais, mas com um foco muito grande em São Paulo. Foi aí que percebemos a carência de outras cidades tão ricas não só de público, mas culturalmente, que poderiam ser boas para receberem a cultura asiática. Criamos, então, a HDM para podermos atingir uma maior escala de público, chegando a várias cidades com a festa Feelz e podendo conhecer melhor quem são essas pessoas ao redor do nosso país, assim como a viabilidade de realizarmos eventos maiores tanto nas cidades que já receberam eventos da área (Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba), quanto os que ainda não tiveram nenhuma participação ativa nos eventos voltados para os fãs da cultura asiática.
MARIA: Pode parecer brincadeira, mas na verdade, a HDM surgiu de uma piada entre amigas. A Bel e eu estávamos conversando sobre a situação atual dos eventos relacionados não só ao k-pop, mas a música asiática em geral. Sobre a localização, que normalmente é em São Paulo e também sobre a falta de variedade de entretenimento, que quase sempre são shows e fanmeetings. Começamos a discutir formas diferentes de criar entretenimento para os fãs da música asiática, mais baratas e mais viáveis de se levar para diferentes cidades, como a festa Feelz. E eu disse “Nós devíamos começar a nossa própria empresa”. Na hora nós rimos e levamos na brincadeira, é claro, mas depois começamos a cogitar o assunto, começamos a ver que tínhamos algo a oferecer que o mercado ainda não tinha e que na verdade poderia ser uma boa idéia.
2- Vocês no final do ano passado realizaram a festa Feelz, como foi esse desafio?
BEL: Põe desafio nisso! (risos) Nós temos planos de fazer eventos maiores, como shows de artistas asiáticos, mas queríamos nos tornar conhecidos antes de darmos um passo tão largo na nossa estrada. Queríamos entrar nesse mercado antes de fazermos um evento de grande porte, para que as pessoas nos conhecessem e soubessem quem nós somos, as nossas propostas e que nossa prioridade é falar com elas e não para elas. A Feelz surgiu no meio disso, de querermos mostrar quem somos, de nos abrirmos para o diálogo e de irmos conquistando nosso espaço e a confiança do público em nosso trabalho para eventos posteriores.
MARIA: Foi complicado e muito gratificante. Nossa primeira preocupação foi pensar em como começar. Não queríamos dar um passo maior que a perna, anunciar um show para cancelar depois. Assim a idéia da Feelz surgiu. A Feelz, na verdade, é um bebezinho com 6 mães, todas nós trabalhamos muito duro para criar esse evento do nada. Cada detalhe da festa foi idealizado pela nossa equipe pensando nos fãs da música asiática, aqueles que não podem ir em centenas de shows ao ano; que não tem nada relacionado ao k-pop ou j-pop na sua cidade; ou que sofrem ao irem em baladas e não poderem dançar sua música favorita (risos). A Feelz é uma das nossas idéias para tornar a música asiática mais acessível, trazer aqueles momentos ouvindo seu grupo favorito e fazendo coreografias com os amigos para um ambiente com luzes legais e drinks. O que pra mim soa bem divertido.
3- Quantos colaboradores em média a HDM possui hoje?
BEL: Hoje somos 6 pessoas na equipe da HDM. Para os eventos, contratamos freelancers que nos ajudam nas várias missões que temos e colaboram para obtermos o melhor resultado possível.
MARIA: Somos 6 mulheres (mulheres no poder!) maravilhosas, nosso designer que é freelancer, mas é membro honorário da empresa e mais freelancers que vamos achando perdidos no caminho e adotando para serviços específicos.
4- Vocês têm em seus planos trazerem algum grupo ou manterão o foco em festas?
BEL: Temos planos de trazer grupos sim, além de continuar com a Feelz. Temos alguns projetos já em andamento e esperamos poder falar mais abertamente sobre eles em breve.
MARIA: Temos planos para trazer shows sim! Claro que a Feelz não vai ficar de lado. Nosso bebê ainda vai crescer muito, mas temos outros projetos em andamento, os quais esperamos poder falar pra vocês em breve.
5- Apesar de terem realizado apenas um evento, a resposta do público foi muito positiva, como se sentiram?
BEL: Ficamos muito felizes em saber do retorno positivo da primeira Feelz, não só do público como também de nossos apoiadores e parceiros. Sabemos que junto com os elogios, vem também a responsabilidade de superar expectativas sobre o próximo evento e estamos trabalhando para um resultado ainda melhor.
MARIA: Imensamente feliz e imensamente nervosa. A resposta foi melhor do que esperávamos, o que é maravilhoso, porque realmente botamos muito esforço nisso e é lindo ver as pessoas amando algo pelo qual você trabalhou tanto, mas como Tio Ben disse: “Com grandes poderes, também vem grandes responsabilidades”. E admitimos que estamos um pouco nervosas com isso, porque agora nós sentimos que temos que trabalhar ainda mais para não desapontar todos que amaram a festa. Mas como eu disse antes, a Feelz é nosso bebê, vamos fazer o possível para ele crescer bastante.
6- Fugindo um pouco do assunto trabalho, o que mais gostam de fazer nas horas vagas?
BEL: Nas horas vagas eu gosto de ir ao cinema, passear pelo calçadão da praia (especialmente o de Copacabana), viajar, ler, escrever e assistir os meus seriados favoritos.
MARIA: Normalmente quando eu não estou trabalhando, falo sobre trabalho. Mas acho que não é esse o foco da pergunta (risos). Eu gosto muito de ler, assistir séries, viajar, fazer compras e sabe aquelas pessoas que cozinham? Bom, eu faço café.
7- Vocês tomam as decisões em conjunto ou alguém tem a palavra final?
BEL: Tudo é conversado e decidimos em conjunto, a maioria vence. E quando a minoria tem bons argumentos, conversamos de novo e decidimos de novo (risos). Sempre em parceria.
MARIA: Apesar de termos uma hierarquia, gostamos de decidir tudo em conjunto. As opiniões de todos são ouvidas e normalmente damos mais atenção para aqueles que têm mais experiência com o assunto, mas no final, não fazemos nada até que cheguemos a um consenso do grupo.
8- Todas são formadas, poderia nos dizer a área de cada uma?
BEL: Nem todas são formadas. A Maria Carolina, Diretora de Produção, vai começar agora a estudar Eventos na UNESA, já fez cursos de Produção Cultural, Organização de eventos e Barista (mas esse é só hobbie) e tem graduação em inglês pela Vancouver Internacional College; a Bel Bonotto, Diretora de Comunicação, é formada em Publicidade e Propaganda pela Faculdade CCAA, pós-graduanda em Roteiro para Cinema e TV pela Universidade Veiga de Almeida e certificada em Marketing de Relacionamento pela UCLA; a Aline Menezes é Bacharel em Ciências Biológicas pela UFF e em Direito pela UNESA; a Mei Wong é formada em Jornalismo na UniverCidade; a Fernanda Brandalise cursa Cinema na PUC-Rio e a Ana Paula Freitas é estudante de Publicidade e Propaganda na ESPM-Rio.
9- Além do público que gosta de músicas asiáticas, vocês pretendem incluir também outros gêneros?
BEL: Nesse começo, estamos bem focados na música asiática, mas para o futuro não descartamos outros gêneros – tanto nacionais, quanto internacionais. Não nos fechamos para qualquer possibilidade, mas no momento estamos trabalhando para cumprirmos nossa promessa de disseminar a cultura asiática pelo Brasil.
MARIA: Nesse início o nosso foco é o público de música asiática, mas no futuro, nada nos impede de expandir a empresa tanto para outros gêneros musicais, quanto para outras áreas de eventos.
10- Sabemos que estão trabalhando muito para o futuro, existe algum projeto que possamos saber?
BEL: Sim! A próxima edição da festa Feelz será no Rio de Janeiro, seguido de Curitiba. Estamos estudando ainda qual seria o melhor local e a melhor época no Norte, Nordeste e Centro-Oeste para chegarmos lá também. Quanto aos demais planos, ainda não podemos falar sobre isso, mas assim que for possível, diremos com o maior prazer.
MARIA: Sim, estamos planejando muitas coisas para o futuro! Pessoal do Rio já pode ir preparando os seus Feelz e Curitiba também já pode começar a ficar atenta. Os resto do Brasil ainda vai ter que esperar um pouco mais, porque ainda estamos estudando o melhor lugar e hora pra levar a Feelz até vocês. Ainda temos mais coisas planejadas, mas se eu te contasse teria que te matar.
- Deixem uma mensagem aos nossos leitores!
BEL: Olá, leitores da Crooked! Muito obrigada pela colaboração e por terem lido tudo até o final (risos). Esperamos poder estar com vocês em breve, levando o melhor dessa cultura, que a gente tanto é fã, para cada um de vocês. Nunca fui muito boa em dar conselhos (risos), mas o que posso dizer a vocês é que, mais do que acreditar em seus sonhos, é acreditar em vocês mesmos. Confiar no seu potencial faz toda a diferença durante qualquer caminhada, não percam a fé em si e vão à luta!
MARIA: Olá, leitores da Crooked! Bom, a minha mensagem e o meu conselho são meio batidos, mas ainda sim válidos. O maior motivo de eu ter começado a HDM foi porque eu sabia que nunca conseguiria conviver com um trabalho ou com uma vida que eu não ame. No início eu tive muitas dúvidas e cheguei a pensar em desistir antes mesmo de começar, mas durante o processo de elaboração da Feelz, vi que estava no caminho certo, pois mesmo nos momentos mais tensos e estressantes do meu trabalho, podia dizer que estava 100% feliz e bem comigo mesma. Então minha mensagem é: Não importa o que os outros pensem, o quanto não reconheçam seu trabalho como um trabalho sério ou quanto seu pai queira que você faça Direito, apenas faça algo que você ame e que te faça trabalhar bem consigo mesmo.
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E não perca a nova edição da Festa Feelz no Rio de Janeiro!!!
Texto: Carla Afonso
Revisão: Carla Regina