Brasil. Ah,
o tão famoso País Tropical, do samba, do carnaval e do futebol.
Quando se
fala do Brasil, sempre vem aquela imagem de praia e calor... E é basicamente
isso. Tirando a praia, porque tá um calor infernal em São Paulo e nem mesmo uma
praia tem por perto.
- Alguém
liga o ar condicionado desse lugar, pelo amor de Deus. – murmurei, enquanto
prendia meu cabelo, na tentativa de amenizar o calor que sentia.
- Tá ligado,
noona. – Aron rebateu ao meu lado. – E acho que tá no máximo.
- Ah, então
alguém pede pra fechar a porta do inferno. – rebati e como resposta, ouvi a
risada de Aron. – Nem mesmo o México é tão quente assim.
- Serio? –
Ren me perguntou.
- Mentira, é
mais quente. Mas faz tanto tempo que passei por lá, que nem me lembrava mais. –
exclamei e vi o momento em que um homem que fazia parte da equipe se aproximava
de nós.
- Tem muitos
fãs ai fora. – o tal homem exclamou. – Mas pelo que percebi nenhum deles está
disposto a fazer baderna. Mesmo assim, uma moça da equipe foi lá tentar
conversar com eles.
Olhei pra
cada um deles, e todos, sem exceção tentavam ver o que acontecia do lado de
fora da sala de espera. Já é a segunda vez que eles viam ao Brasil, mas percebi
que a ansiedade provavelmente era maior do que a primeira.
Levantei-me,
deixando-os completamente perdidos na tentativa de achar algum fã perdido. Por
falar em perdido, cadê meu fone?
Passei a
procurar dentro da bolsa que carregava, e juro que acho um unicórnio aqui se eu
quiser, menos meu fone.
- Inferno,
cadê você? – murmurei, na tentativa ridícula de achar algo.
- Estou
aqui! – JR exclamou e eu pulei em resposta ao susto. – Assustada, noona?
- De onde
você saiu? – perguntei, e observei o momento em que JR olhava para os lados. –
O que foi?
- Vem aqui.
– ele seguiu na direção de um corredor que havia no local, enquanto eu ainda me
mantinha parada. – Vem logo.
- O que você
quer? – resmunguei, enquanto tentava alcança-lo – Para, criatura.
Nesse
momento, JR empacou feito burro e voltou-se a mim. Eu estava praticamente
correndo, e consequentemente trombei com o corpo no seu.
- Ai. –
resmunguei.
- Viu, eu
sabia que você vinha parar nos meus braços. – ele rebateu tentando conter o
riso.
- Não
acredito nisso. – rebati e tentei me soltar dele, sem sucesso. – Você é bem
fortinho, não é? – seu olhar estava divertido o suficiente. – Cheiroso também.
- Obrigado,
noona. – ele rebateu e um meio sorriso se formou em seus lábios. – Só isso?
- Tá calor aqui,
ou sou eu? – ao ouvir tais palavras, JR fechou os olhos e acabou rindo de forma
contida.
- Não,
noona. – ele exclamou. – Está calor, e ficou mais quente com você tão perto.
- Meu Deus.
– rebati sem pensar muito e me soltei dele, enquanto ele me olhava de forma
divertida. – Passa, agora.
JR balançou
a cabeça aos risos e passou ao meu lado, seguindo novamente ao local onde o
restante do grupo estava. O que é isso? Decidiu me enlouquecer? Qual é? Depois
de velha decidiu ter chilique de adolescente, Anastásia? Parou, hein. Respira.
O que eu vim fazer aqui mesmo? Ah, meu fone!
Voltei a
procurar ele dentro da bolsa e finalmente o encontrei. Legal, a próxima missão
é desatar todos esses nos que se formaram. Porque fones fazem isso com pessoas
como eu? Não entendo.
- Ana. - Bon-Hwa
surgiu de algum lugar. – Vamos?
Assenti com
a cabeça e o segui, mas não pra sala de espera, e sim pro outro lado. Havia uma
porta enorme de vidro por onde passávamos, e algumas pessoas que nos viram
começaram a gritar. Provavelmente pelo fato de saber que éramos da equipe do
Nu’Est, ou porque me acharam bonita mesmo.
- Bom. - Bon-Hwa
exclamou e direcionei minha atenção a ele. – Elas disseram que vão se
comportar. Mas de qualquer forma é bom ficarmos espertos.
- Tem alguns
seguranças ali. – olhei na direção de cinco homens enormes parados um pouco
mais distante do grupo de garotas que aguardavam ansiosas o seu tão amado
grupo. – Qualquer coisa, é só gritar.
- O grito é
por sua conta. – ele rebateu e eu acabei rindo, enquanto voltávamos a caminhar
novamente. – Cadê eles?
- Serve
aqueles? - apontei na direção de onde os
meninos estavam e de forma automática eles nos olharam. – Vem.
Os chamei e
fui obedecida de forma rápida, ao chegarem próximos de onde estávamos, Bon-Hwa
os orientou de como funcionaria a saída deles do aeroporto, e de contrapartida
já adiantou que teriam uma coletiva de imprensa quando chegássemos ao hotel.
Basicamente falando, o dia deles seria cheio. Bom, então que esse dia acabe
logo.
Após mais
alguns minutos, a equipe começou a seguir na direção da van e dentre essas
pessoas, eu. Mas algo me surpreendeu, as fãs que estavam no aeroporto não
fizeram absolutamente nada, não tentaram agarrar os meninos. Os gritos e
tentativas absurdas de chamar a atenção tinham, mas nada que os machucasse ou
algo parecido. Eu não teria esse tipo de autocontrole, é serio.
Menos mal,
não é verdade? Se acontecesse algo com eles, teria que vender minha alma pra
consertar.
A van estava
estacionada bem em frente a uma das saídas do aeroporto e já matinha suas
portas abertas, pra facilitar a entrada de todos, caso existisse algum problema.
Sem muita demora, já estávamos todos acomodados dentro do veículo.
- Bom,
depois da coletiva, vocês terão o dia livre pra fazer o que acham melhor. - Bon-Hwa
exclamou, enquanto seguíamos ao nosso destino. – Só não se esqueçam de levar
Ana com vocês, pois somente ela fala português aqui. Ok?
Todos eles
concordaram, enquanto eu pedia em silencio pra que só quisessem dormir o resto
do dia, pois era esse o meu desejo naquele momento.
Chegamos a
um hotel no centro de São Paulo e todos desceram da van e seguiram pros seus
respectivos quartos. Já havia algumas pessoas da equipe e da produtora no
local, dessa forma adiantaram uma boa parte do famoso trâmite de hospedagem.
5º andar,
quarto 231. Esse era o meu, um andar acima dos meninos, e estou exausta. Mas
ainda tem a coletiva. Coletiva essa que eu estaria junto deles. E não tenho a
mínima ideia de como funcionaria.
Espero que
seja mais rápido possível.
Joguei minha
mala em cima da cama, e comecei a procurar por alguma peça de roupa casual o
suficiente pra poder não chamar a atenção na coletiva. Não era essa a
finalidade, e bom, pra ser sincera, posso amarrar uma melancia no pescoço que
nada vai desgrudar o olhar de todos ao grupo.
Calças
jeans, uma blusa de tecido fino na cor preta e um tênis foram separados. Eu
preciso de um banho.
Banho esse
que foi interrompido graças a... Batidas na porta. Meu Deus, quem será?
Segui em
passos lentos, eu diria que estava arrastando meu corpo até a porta. E ao
abri-la acordei, de forma automática, ao ver aqueles cinco garotos invadindo o
local.
- O que
vocês querem agora? – perguntei, observando JR e Ren se jogarem na cama. – No quarto
de vocês não tem cama?
- Eu quero ir
ao shopping. – Baekho exclamou.
- Vocês têm
uma coletiva daqui a pouco. – rebati. – E eu estou cansada.
- Eu sei,
noona. – MinHyun murmurou, enquanto eu seguia até a cama, jogando JR no chão
que ficou entregue aos risos. – Mas, em Curitiba a gente foi a um shopping, e
queríamos fazer isso aqui.
- E como
vocês vão andar em um shopping, sendo que aqui é onde existe a maior
concentração de k-popper do país? – resmunguei, tentando encontrar uma forma de
mantê-los quietos.
- A gente dá
um jeito. – JR exclamou, sentado no chão a minha frente.
- Noona. –
dessa vez, era Ren que choramingava no meu ouvido. – Prometemos nos comportar.
- Como se eu
não conhece vocês. – rebati e ele acabou rindo. – Vou pensar... Mas agora
preciso de um banho.
- Precisa de
ajuda? – Jr perguntou e de forma automática todos começaram a rir. – Sei lá,
lavar as costas é meio difícil.
- Vai lavar
as costas do Aron, a minha não. – exclamei enquanto todos seguiam até a porta,
e acabei rindo ao receber um olhar reprobatório de Aron.
Após
praticamente expulsa-los do quarto, percebi o quanto já estava acostumada com
eles. Cada um deles tinha dominado uma parte do meu coração, e pra ser sincera,
sem nenhum esforço. Eu vou sentir falta de tudo isso.
Texto: Denn
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