Ok, aqui
estou eu novamente. E após quatro meses, Ren queria me enlouquecer.
- O que é,
criatura? – atendi o celular completamente irritada, não exatamente com ele e
sim com as pessoas em minha volta. – Ai, Ren... Eu juro que torço seu delicado
pescoço ao chegar ai.
- Anyeo,
noona. – ele murmurou ao telefone e eu acabei “derretendo” a marra toda. Na
verdade, ele era um fofo. – Preciso que você compre batatas fritas... Baekho
acabou de chegar.
- Ren,
querido. – rebati sem voltar minha atenção completa a ele. – Eu não sou a babá
de vocês. Por favor, acrescente batatas fritas ao pedido. – exclamei a primeira
funcionaria que encontrei. - Mais alguma coisa? – perguntei ao telefone
esperando que ele me respondesse com uma negativa.
- Um sorriso
seu ao voltar. – ele rebateu e eu acabei rindo.
- Vou enfiar
o lanche na sua goela, e vai se arrumar. Vocês tem uma entrevista daqui à uma
hora.
Desliguei o
celular e voltei minha atenção à movimentação a minha frente. É exatamente
10h00 de uma terça feira e Ren decidiu querer um lanche do MC Donald’s. Pedido
esse negado por todos a sua volta, mas eu não consegui resistir a aquela
carinha de criança mal amada dele. Precisei sair correndo e escondida ainda.
Longos
minutos, e mais alguns tantos resmungos de minha parte, o pedido finalmente
chegou e somente exclamei aos berros um “Kamsahamida” enquanto seguia na
direção da saída do shopping. Precisava chegar o mais rápido possível ao
apartamento de Ren, e pensar em como entraria com um lanche em seu apartamento.
- Ai, meu Deus.
– murmurei olhando pras ruas do centro de Seoul. – Como eu vou entrar com esse
lanche?
O veiculo
parou em frente ao prédio imenso no centro da cidade, e eu olhei na direção do
hall do local. Ok, seja o que Deus quiser.
Agarrei
minha bolsa e antes de entrar no local, procurei uma sacola um pouco maior.
Dizem que bolsa de mulher tem tudo, não é? Olha, e a minha é uma prova disso.
Peguei
qualquer sacola que achei ali e coloquei o involucro do MC Donald’s dentro.
Assim ninguém iria me perguntar o porquê daquele lanche.
Paguei a
corrida do taxi e entrei no prédio, sendo que alguns olhares de pessoas que
passavam por ali foram direcionados a mim. Vários “Bom dia”, “Olá” e outros
cumprimentos foram direcionados a alguns que se atreviam a sorrir pra mim até
que alcancei o elevador. 13º andar, e espero que não tenha tantas pessoas
transitando ali.
- Bom dia! –
exclamei pro primeiro segurança que encontrei ali. – Ren está?
- Sim,
senhora. – o homem rebateu, apontando na direção de um corredor. – Aquela
porta.
- Obrigada.
– murmurei e segui na direção do apartamento.
Segui na
direção apontada pelo homem, e foi ai que percebi que aquela era a primeira vez
que estava ali. Durante os quatro meses de convívio com eles, nosso modo de
tratamento saiu de algo formal e se seguiu pra quem sabe, uma amizade. Afinal
de contas, até mesmo isso, na Coreia é meio difícil de lidar. São tantas
formalidades e manias que quem não está adaptado, acaba enlouquecendo.
Mas eu diria
que em uma semana, eles já tinham esquecido completamente disso…
Alcancei a
porta, e bati de forma calma, sendo atendida por Ren em seguida. Ai, e ele não
tá parecendo uma Barbie ambulante. Amei esse cabelo preto dele e curto. Como
ele tá lindo.
- Quando
você cortou o cabelo? – perguntei tentando entender em qual período, ele tirou
a peruca platinada.
Não obtive
resposta, não a que eu queria. Afinal de contas, fui puxada por ele pra dentro
do apartamento com uma força descomunal e me deparei com o restante dos garotos
ali, completamente ansiosos. Jr, Baekho, MinHyun e Aron levantaram-se e
começaram a seguir em passos lentos em minha direção aos risos.
Ok, eu sei o
que eles querem. E dessa forma, levantei a sacola de forma calma na direção
deles e sem demora alguma, ela foi arrancada de minha mão.
- Meu Deus,
vocês dormiram amarrados? – perguntei completamente curiosa e sem conter nenhum
pouco o riso.
- Ah, noona.
– Aron rebateu. – Essas dietas que nos submetem são horríveis. Você não quer
não, né? – ele rebateu olhando na minha direção e eu acabei rindo.
- Não. –
murmurei aos risos. – Vou separar a roupa de vocês. Onde fica o quarto, Ren?
- Terceira
porta no corredor. – ele rebateu sem nem olhar pra mim, e pra ser sincera, não
reclamo. Esse lanche realmente tá com uma cara ótima.
Segui na
direção indicada por ele, e ao entrar no quarto me deparei com araras e mais
araras de roupas, espalhadas por ali. Geralmente as coisas funcionavam assim:
uma coletiva de imprensa ou algo parecido, os meninos optavam por se trocar em
seus apartamentos. Era algo mais tranquilo e menos formal possível. E a
liberdade que eles tinham quando estavam sozinhos era algo insubstituível pra
eles.
Quando a
equipe estava junto, eles sempre se sentiam sem jeito pra conversar sobre
assuntos particulares. Então, aquela opção do apartamento era a mais favorável
pra eles.
Comecei a me
concentrar nas peças de roupas a minha frente e como sempre, havia etiquetas
com os nomes deles. Pra cada um, havia três combinações diferentes e assim,
eles tinham a opção que supostamente quisessem. Afinal de contas, já teve
algumas vezes que as roupas não os agradaram muito.
Ouvi a porta
do quarto bater e me voltei na direção de Jr que entrava no quarto.
- Você não
está com fome? – perguntei, voltando minha atenção novamente as roupas.
- Não. – ele
murmurou e pude perceber que estava cada vez mais próximo de onde eu estava. –
Ana, seu contrato com a Pledis em breve acaba.
- Sim. –
rebati sem muito interesse. – Por quê?
- E você não
vai me dar nenhuma chance?
- Você é
muito novinho. – rebati, tentando não me voltar a ele. Pra ser sincera, esse
menino me deixava um pouco que confusa, eu diria. Mas não, é uma criança.
- Você e
essa conversa de novinho. – Jr rebateu e eu acabei rindo, enquanto separava um
cabide com seu nome. – Eu não sou tão novinho assim, Ana.
Peguei o
cabide com um conjunto de roupas com seu nome, onde havia uma calça e camisa
social preta. Era uma coletiva de imprensa, e aquilo era o menos formal naquela
arara a minha frente. Voltei-me em sua direção e acabei me assustando com a
distância que não existia entre nós. Respirei algumas poucas vezes, enquanto
tentava a todo custo não fazer nada. Ah, meu pai. Não acredito que ele tá
fazendo isso comigo.
- Você não
sente nada por mim? – Jr me perguntou, enquanto nossos rostos estavam próximos
demais. Aquela proximidade entre nós já não era novidade pra mim, o que ainda
era novo é a sensação que ele me causava a cada novo dia.
- Meu Deus,
isso era pra ser um emprego tranquilo. – murmurei, tentando não olhar pra ele.
- Quer dizer
o que? – ele rebateu e sem perceber acabei olhando em sua direção. Próximo o
suficiente pra que eu pudesse tocá-lo.
- Que você
tira meu sono. – exclamei, me arrependendo em seguida ao ver o sorriso que se
formou em seus lábios. – Pegue. – levantei o cabide na direção do seu rosto. –
E se arrume logo, daqui a pouco a van chegará.
Jr desviou
seu corpo, me dando passagem e sai do quarto o mais rápido possível. Eu não
acredito até agora que disse aquilo. Mas tudo bem, já foi. Não é verdade?
Paciência. Só espero que ele esqueça.
Cheguei à
sala, tentando me concentrar em qualquer outra coisa e me deparei com Baekho
rindo de forma contagiante.
- O que
aconteceu aqui? – perguntei completamente curiosa.
- Ele comeu
meu lanche. – MinHyun rebateu e fez uma cara incrivelmente engraçada. – E
agora?
- Vão se
arrumar, e no final da coletiva eu prometo comprar um lanche só pra você. –
exclamei e fui agarrada literalmente por ele. – Ai, meu Deus. Vai logo.
Segui até o
saguão do prédio com a intenção de ver como se seguiria toda essa coletiva de
imprensa. Nela, eles iriam esclarecer algumas coisas sobre o novo álbum, e
outros assuntos. Dentro desses tantos assuntos, a viagem pro Brasil.
Texto: Denn
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