03/09/2014

Semana Nu'Est - Diário de uma staff [Capítulo2]


Ok, aqui estou eu novamente. E após quatro meses, Ren queria me enlouquecer.

- O que é, criatura? – atendi o celular completamente irritada, não exatamente com ele e sim com as pessoas em minha volta. – Ai, Ren... Eu juro que torço seu delicado pescoço ao chegar ai.

- Anyeo, noona. – ele murmurou ao telefone e eu acabei “derretendo” a marra toda. Na verdade, ele era um fofo. – Preciso que você compre batatas fritas... Baekho acabou de chegar.

- Ren, querido. – rebati sem voltar minha atenção completa a ele. – Eu não sou a babá de vocês. Por favor, acrescente batatas fritas ao pedido. – exclamei a primeira funcionaria que encontrei. - Mais alguma coisa? – perguntei ao telefone esperando que ele me respondesse com uma negativa.


- Um sorriso seu ao voltar. – ele rebateu e eu acabei rindo.

- Vou enfiar o lanche na sua goela, e vai se arrumar. Vocês tem uma entrevista daqui à uma hora.

Desliguei o celular e voltei minha atenção à movimentação a minha frente. É exatamente 10h00 de uma terça feira e Ren decidiu querer um lanche do MC Donald’s. Pedido esse negado por todos a sua volta, mas eu não consegui resistir a aquela carinha de criança mal amada dele. Precisei sair correndo e escondida ainda.

Longos minutos, e mais alguns tantos resmungos de minha parte, o pedido finalmente chegou e somente exclamei aos berros um “Kamsahamida” enquanto seguia na direção da saída do shopping. Precisava chegar o mais rápido possível ao apartamento de Ren, e pensar em como entraria com um lanche em seu apartamento.

- Ai, meu Deus. – murmurei olhando pras ruas do centro de Seoul. – Como eu vou entrar com esse lanche?

O veiculo parou em frente ao prédio imenso no centro da cidade, e eu olhei na direção do hall do local. Ok, seja o que Deus quiser.
Agarrei minha bolsa e antes de entrar no local, procurei uma sacola um pouco maior. Dizem que bolsa de mulher tem tudo, não é? Olha, e a minha é uma prova disso.
Peguei qualquer sacola que achei ali e coloquei o involucro do MC Donald’s dentro. Assim ninguém iria me perguntar o porquê daquele lanche.

Paguei a corrida do taxi e entrei no prédio, sendo que alguns olhares de pessoas que passavam por ali foram direcionados a mim. Vários “Bom dia”, “Olá” e outros cumprimentos foram direcionados a alguns que se atreviam a sorrir pra mim até que alcancei o elevador. 13º andar, e espero que não tenha tantas pessoas transitando ali.

- Bom dia! – exclamei pro primeiro segurança que encontrei ali. – Ren está?

- Sim, senhora. – o homem rebateu, apontando na direção de um corredor. – Aquela porta.

- Obrigada. – murmurei e segui na direção do apartamento.

Segui na direção apontada pelo homem, e foi ai que percebi que aquela era a primeira vez que estava ali. Durante os quatro meses de convívio com eles, nosso modo de tratamento saiu de algo formal e se seguiu pra quem sabe, uma amizade. Afinal de contas, até mesmo isso, na Coreia é meio difícil de lidar. São tantas formalidades e manias que quem não está adaptado, acaba enlouquecendo.

Mas eu diria que em uma semana, eles já tinham esquecido completamente disso…

Alcancei a porta, e bati de forma calma, sendo atendida por Ren em seguida. Ai, e ele não tá parecendo uma Barbie ambulante. Amei esse cabelo preto dele e curto. Como ele tá lindo.

- Quando você cortou o cabelo? – perguntei tentando entender em qual período, ele tirou a peruca platinada.

Não obtive resposta, não a que eu queria. Afinal de contas, fui puxada por ele pra dentro do apartamento com uma força descomunal e me deparei com o restante dos garotos ali, completamente ansiosos. Jr, Baekho, MinHyun e Aron levantaram-se e começaram a seguir em passos lentos em minha direção aos risos.

Ok, eu sei o que eles querem. E dessa forma, levantei a sacola de forma calma na direção deles e sem demora alguma, ela foi arrancada de minha mão.

- Meu Deus, vocês dormiram amarrados? – perguntei completamente curiosa e sem conter nenhum pouco o riso.

- Ah, noona. – Aron rebateu. – Essas dietas que nos submetem são horríveis. Você não quer não, né? – ele rebateu olhando na minha direção e eu acabei rindo.

- Não. – murmurei aos risos. – Vou separar a roupa de vocês. Onde fica o quarto, Ren?

- Terceira porta no corredor. – ele rebateu sem nem olhar pra mim, e pra ser sincera, não reclamo. Esse lanche realmente tá com uma cara ótima.

Segui na direção indicada por ele, e ao entrar no quarto me deparei com araras e mais araras de roupas, espalhadas por ali. Geralmente as coisas funcionavam assim: uma coletiva de imprensa ou algo parecido, os meninos optavam por se trocar em seus apartamentos. Era algo mais tranquilo e menos formal possível. E a liberdade que eles tinham quando estavam sozinhos era algo insubstituível pra eles.
Quando a equipe estava junto, eles sempre se sentiam sem jeito pra conversar sobre assuntos particulares. Então, aquela opção do apartamento era a mais favorável pra eles.

Comecei a me concentrar nas peças de roupas a minha frente e como sempre, havia etiquetas com os nomes deles. Pra cada um, havia três combinações diferentes e assim, eles tinham a opção que supostamente quisessem. Afinal de contas, já teve algumas vezes que as roupas não os agradaram muito.

Ouvi a porta do quarto bater e me voltei na direção de Jr que entrava no quarto.

- Você não está com fome? – perguntei, voltando minha atenção novamente as roupas.

- Não. – ele murmurou e pude perceber que estava cada vez mais próximo de onde eu estava. – Ana, seu contrato com a Pledis em breve acaba.

- Sim. – rebati sem muito interesse. – Por quê?

- E você não vai me dar nenhuma chance?

- Você é muito novinho. – rebati, tentando não me voltar a ele. Pra ser sincera, esse menino me deixava um pouco que confusa, eu diria. Mas não, é uma criança.

- Você e essa conversa de novinho. – Jr rebateu e eu acabei rindo, enquanto separava um cabide com seu nome. – Eu não sou tão novinho assim, Ana.

Peguei o cabide com um conjunto de roupas com seu nome, onde havia uma calça e camisa social preta. Era uma coletiva de imprensa, e aquilo era o menos formal naquela arara a minha frente. Voltei-me em sua direção e acabei me assustando com a distância que não existia entre nós. Respirei algumas poucas vezes, enquanto tentava a todo custo não fazer nada. Ah, meu pai. Não acredito que ele tá fazendo isso comigo.

- Você não sente nada por mim? – Jr me perguntou, enquanto nossos rostos estavam próximos demais. Aquela proximidade entre nós já não era novidade pra mim, o que ainda era novo é a sensação que ele me causava a cada novo dia.

- Meu Deus, isso era pra ser um emprego tranquilo. – murmurei, tentando não olhar pra ele.

- Quer dizer o que? – ele rebateu e sem perceber acabei olhando em sua direção. Próximo o suficiente pra que eu pudesse tocá-lo.

- Que você tira meu sono. – exclamei, me arrependendo em seguida ao ver o sorriso que se formou em seus lábios. – Pegue. – levantei o cabide na direção do seu rosto. – E se arrume logo, daqui a pouco a van chegará.

Jr desviou seu corpo, me dando passagem e sai do quarto o mais rápido possível. Eu não acredito até agora que disse aquilo. Mas tudo bem, já foi. Não é verdade? Paciência. Só espero que ele esqueça.

Cheguei à sala, tentando me concentrar em qualquer outra coisa e me deparei com Baekho rindo de forma contagiante.

- O que aconteceu aqui? – perguntei completamente curiosa.

- Ele comeu meu lanche. – MinHyun rebateu e fez uma cara incrivelmente engraçada. – E agora?

- Vão se arrumar, e no final da coletiva eu prometo comprar um lanche só pra você. – exclamei e fui agarrada literalmente por ele. – Ai, meu Deus. Vai logo.


Segui até o saguão do prédio com a intenção de ver como se seguiria toda essa coletiva de imprensa. Nela, eles iriam esclarecer algumas coisas sobre o novo álbum, e outros assuntos. Dentro desses tantos assuntos, a viagem pro Brasil.

Texto: Denn
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